MADEIRAS E SEUS SIGNIFICADOS- parte 1





Ipê ou piúna


As varinhas produzidas a partir dessa madeira são conhecidas como "varinhas teimosas". Houve um famoso autor de livros célebres cuja varinha recebera o nome de "casmurro" dada à sua teimosia.

O portador, não obstante, dificilmente será afastado de suas vontades e ambições. Essa madeira é conhecida por sua durabilidade e peso, produzindo varinhas firmes que exigem mãos fortes para garantir um confortável uso constante. Caso contrário, o portador precisará de um encantamento de leve-pena para torná-la mais agradável de manusear. A durabilidade do ipê chega aos 200 e poucos anos, podendo ser passada tranquilamente como herança, já que sua teimosia não afeta sua lealdade. A combinação perfeita de núcleo para uma varinha de ipê é o raríssimo chifre do moñai, mas houve apenas uma varinha com tal combinação ao longo da história das varinhas brasileiras.

Cedro


O cedro-rosa é conhecido também como cedro-amargo, ou cedro-amargoso, mas essa característica não se aplica aos portadores de varinhas feitas com essa madeira. O cedro-rosa prefere sempre àqueles que são mais atenciosos, perspicazes e imaginativos. Em contraponto, tendem a revelar uma personalidade arredia se combinados com núcleo de escama de cuca ou bile de boto-cor-de-rosa. Essas varinhas têm a durabilidade média de 65 a 75 anos, havendo casos em que chegam aos 80 anos sem apresentar falhas. A combinação ideal para uma varinha de cedro-rosa seria o núcleo de dente de Caramuru, o que proporcionaria uma funcionalidade potente e linear da varinha, com traços de obediência inflexível ao seu único portador.

Marupá


Das madeiras disponíveis no Brasil, e são muitas, o marupá é uma das que mais se destaca em relação à combinação com núcleos diversos, sendo fácil combiná-la com escama de cuca ou até mesmo com o temperamental núcleo de pena de rondolo, graças à sua receptividade e maleabilidade. O portador de uma varinha feita de marupá precisará ter suas emoções bem localizadas dentro de si, pois, de outra forma, o núcleo da varinha pode subjugar a madeira e causar uma terrível explosão. A madeira de marupá tem durabilidade média de 22 anos se bem cuidada, podendo ter uma vida útil maior ou menor a depender da combinação de núcleo. Segundo algumas fontes, Yaná Cezário, autora de diversos livros divinatórios, entre eles o mais famoso sendo “Oráculo Miçanga : o tempo além do tempo”, era possuidora de uma varinha de marupá com o núcleo raríssimo de casca de caipora e, aparentemente, essa varinha durou 69 anos, se levarmos em consideração que Yaná foi sepultada com ela.

Cabiúna ou Pau-Ferro


A madeira de cabiúna é conhecida por sua incontestável durabilidade e resistência ao ataque de fungos e pragas místicas, mas, o que atrai bruxos, feiticeiros e encantados é a aparência nobre dessa madeira, com seus veios escuros bem marcados na base mais clara da madeira.

É preciso dizer, nesse ponto, que não se pode deixar levar apenas pela beleza de uma varinha, mas, no caso da cabiúna, a excelência vem acompanhada de uma vida útil de, pelo menos, 90 anos. É o tipo de varinha que pode, facilmente, ser passada de mãe para filha, e digo seguramente que varinhas dessa madeira preferem pessoas de bom humor. Lhes garanto isso, pois a cabiúna se mostrou particularmente propensa à junção com o núcleo de pena de matinta-pereira. Dizem que os mitos que assolam a mente do povo acerca da matinta-pereira se devem a uma feiticeira que se aproveitava de seu talento em resmuda física para pedir fumo ou cigarros aos não-mágicos e os assustava caso negassem o pedido. Sendo assim, cabiúna e matinta-pereira produzem varinhas extremamente brincalhonas, às vezes, até demais.


Maçaranduba


A maçaranduba é um tipo de madeira exótica muito querida pelos antigos construtores e artesãos de madeira, principalmente pela alta resistência e sua inconfundível tonalidade avermelhada, tendo alta densidade. Costuma produzir varinhas firmes e pesadas, difíceis de partir, e isso nos revela um uso curioso para esse tipo de varinha: edificação de vilas e aldeias. O jovem arquiteto Oscar, e suas curvas impossíveis, foi taxado como visionário e, por vezes, maluco, mas poucos sabiam de sua magia e do gigantesco potencial da varinha que carregava sempre consigo, feita em maçaranduba com núcleo de pelo de mapinguari, presente dado pela família de sua esposa Annita, no dia de seu casamento. Essa varinha resistiu por 193 anos antes de chegar às mãos de Oscar, e pode-se dizer que varinhas dessa madeira tendem a durar de 4 a 5 séculos, alterando em pouco ou nada sua personalidade original, sempre produzindo magia de forma concisa e potente, podendo apenas sofrer modificações em sua coloração, que pode passar do vermelho escuro vivo para um marrom acinzentado.


Jacarandá


É o mármore das madeiras, não pela sua densidade - que não é das maiores, mas pelas colorações possíveis, em tons de marfim, rosa-claro, branco e marrons, que vão do mais luminoso ao marrom mais escuro, quase preto. Essa madeira é conhecida por produzir varinhas capazes de feitiços escandalosos e coloridos. Pouco se sabe a respeito dos motivos que agregam essas características às varinhas de jacarandá, o que dá pra dizer ao certo é que o perfume natural que a madeira de jacarandá produz pode ser visto como uma suave névoa que se envolve na mão e no punho da pessoa que utiliza corretamente a varinha; quanto a isso, o bruxo ou a bruxa ideal para uma varinha de jacarandá será sempre muito firme em suas decisões, de coração muito bom e de inabalável moral, são geralmente pessoas difíceis de remover de seus objetivos e que dificilmente admitem estar erradas, mas que sempre estarão lá para segurar firme a mão de um amigo. A varinha de jacarandá pode ter uma vida longa, entre 120 e 155 anos, podendo ser passada de pai para filho, caso o filho tenha herdado as características emocionais e os ideais irremovíveis do pai.

Freixo


É possível encontrar uma variação de marrons claros e acinzentados e marrons mais escuros na madeira de freixo, mas, o mais curioso é que, há muitos e muitos séculos, os povos da Escandinávia que possuíam intrincadas crenças em deuses poderosos, acreditavam que a ligação entre diversos mundos com variados povos e raças era feita por um imenso freixo, conhecido como a Árvore dos Mundos. Nada foi comprovado com o passar dos anos, mas, até hoje, a madeira de freixo se mostra realmente propensa a criar laços com pessoas que tenham a espiritualidade elevada e a fé inabalável no que quer que seja.


Continua...

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