Icamiabas ou O Reino Das Pedras Verdes

Atualizado: Mai 13

Em 13 de Setembro de 1941, uma sexta-feira, o explorador espanhol Francisco de Orellana viria a descobrir uma das grandes maravilhas dos povos encantados das terras originais do que hoje conhecemos como Brasil: As Amazonas.





Mas essa história, bem como a própria história mágica dos nossos povos nativos, começa bem antes da invasão e destruição estrangeira.

Durante o terceiro ciclo de passagem do PAGÚ, 300 anos após sua criação, quem ficou encarregado de cuidar e fortalecer a carranca foram as guerreiras da comunidade da serra da Itacamiaba, as Icamiabas ou Amazonas (como viriam a ser chamadas pelo explorador espanhol). Dessa comunidade saiu a parte superior da estrutura do PAGÚ, um pedaço alvo de manacá da serra, que continuou florescendo e dando à carranca um aspecto ornamental único com flores em tons de rosa e branco.




manacá da serra

A estrutura das Icamiabas era completamente matriarcal, o que se explicava por um detalhe curioso, nenhum homem proveniente das mulheres daquela comunidade jamais desenvolveu qualquer habilidade encantada ou mágica.

Nos dias de hoje, as poucas famílias que descendem das Icamiabas e vivem nas regiões dos estados de Roraima, Amazonas e Pará ainda possuem a peculiar característica de jamais produzir homens mágicos, sendo fácil reconhecer uma grande família predominantemente feminina utilizando cintilantes colares de pedra verde.


Sobre o reino das pedras verdes, durante os primeiros 100 anos em que as Icamiabas ficaram de posse do PAGÚ surgiu a necessidade de criar meios de proteção contra as tribos desencantadas que sabiam da existência da comunidade de mulheres de peito partido (apelido criado graças a faixa transversal que as Icamiabas usavam cruzando o peito para carregar seus arcos) ou mulheres sem homem. Em uma manhã de muito sol e cercadas de energia encantada, a comunidade inteira se uniu de mãos dadas junto a raiz de um velhíssimo Manacá e criaram a partir do PAGÚ um nó na madeira do Manacá de onde saiu um rio multicor de pedras verdes, amarelas e vermelhas rusticamente talhadas em formato de animais silvestres, havia sapos, araras, tartarugas e serpentes, um amuleto para cada guerreira, e elas os chamaram de Mbiraki’tã ou Muiraquitã (nó das arvores), os amuletos eram capazes de impossibilitar a entrada de qualquer invasor nas terras das Icamiabas, bastando apenas apertar com força o Muiraquitã na palma da mão.





Bem antes de se instituir o uso comum de varinhas pelos povos mágicos e encantados, os nossos nativos utilizavam seus poderes e forças através de amuletos e miçangas com propriedades encantadas bem distintas e quase inquebráveis, com o passar dos séculos tornou-se comum a abertura da cultura tapuia para os outros povos desencantados (sem magia) ocasionando alianças, uniões e até casamentos e o encanto dos muiraquitãs virou uma prova de amor e proteção dado de presente ao ente querido.


Até hoje as terras das poderosas guerreiras Icamiabas são conhecidas como o reino das pedras verdes.
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