A lenda do PAGú

Atualizado: Jul 17

O Pagú desapareceu no ano de 1534, e permaneceu assim... até agora



Os povos indígenas do que viria a se tornar o Brasil que hoje conhecemos, não utilizavam linguagem escrita ou documental, portanto, muito do que se sabe sobre os costumes, as terminologias e as crenças desses povos é mera especulação ou efeito de rastros mágicos de feiticeiros mais habilidosos.

Esse estudo data do ano 1000 a.C , mas a história pré-cabralina do Brasil é quase inverificável graças a escassez de registros escritos pelos povos indígenas amazônicos.

O Pagú data do primeiro cacicado amazônico.

Durante as modificações de organização social demográfica dos povos indígenas amazônicos, surgiu o que hoje pode ser chamado de “tapuias”, termo Tupi para designar aqueles incapazes de falar seu dialeto. Esses tapuias de nossa história eram encantados, povos mágicos que aprenderam a utilizar as forças mágicas da natureza de forma poderosa.

Havia nove aldeias de tapuias encantados neste ponto da história do Brasil, porém, seus nomes e dialetos jamais foram descobertos por quaisquer pesquisas arqueológicas. O que se sabe com certeza é que esses povos enfrentavam o medo e a raiva de outros grupos indígenas, incapazes de entender seus encantos, e isso os obrigou a formar uma união tão forte que poderia criar um protetor.

Cada aldeia das nove possuía uma árvore nativa como símbolo (sibipiruna, jacarandá, manacá da serra, ipês branco e amarelo, aroeira, angico, sapuva e guamixama) e decidiram utilizar um pedaço sagrado de cada árvore para criar um protetor, uma máscara, uma carranca que pudesse ser utilizada pelo pajé encantado mais forte das nove aldeias e atribuísse a ele poderes nunca vistos e capacidades naturais de transformação, força, agilidade, sabedoria e cura.

O rastro de encanto do Pagú foi se perdendo pelos próximos 1.400 anos, sendo passado de aldeia em aldeia a cada 100 anos para que pudessem fortalecer os encantos e dar vida nova à natureza de cada uma delas. 100 anos antes da invasão estrangeira, a máscara foi escondida longe das aldeias, que também fugiram para o interior do país na tentativa de cortar contato com as exigências de outras comunidades sem encanto e que vinham constantemente abusar da “magia” deles.

O Pagú desapareceu no ano de 1534 e ficou sumido por séculos, até agora.

Um dos últimos vestígios de sangue nativo encantado puro, uma senhora de nome Uyara, conseguiu resgatar um caixote velhíssimo do Museu Nacional do Brasil, meses antes do terrível incêndio que levou embora séculos de nossa história. Esse caixote fora enviado para o Museu do Ceará, onde ficou empoeirado em uma das muitas salas até julho de 2019, quando um funcionário, que pediu para jamais ter seu nome revelado, transportou o caixote para fora do Museu e nos entregou. Segundo ele, não sabe dizer o que o levou a tomar essa atitude, mas foi como se uma voz etérea feminina muito forte o guiasse.

Entrevista exclusiva para o Jornal Uirapuru

Desconhecido artefato encantado indígena milenar traz poderosos ventos de mudança à famosa loja de artigos mágicos Hocus Pocus, especializada em varinhas mágicas, situada na cidade de Fortaleza -CE.

Chegou à sede da loja Hocus Pocus, em meados do mês de julho de 2019, um antigo caixote empoeirado e mofado vindo diretamente do Museu do Ceará. Esse caixote fora entregue aos feiticeiros responsáveis, Luana e Hyago, por um bruxo que não quis se identificar.

O conteúdo do caixote era tão inquietante quanto às circunstâncias em que fora entregue: uma carranca de madeira bem trabalhada e sem quaisquer identificações que facilitassem sua origem.

O artesão responsável pela produção das queridas varinhas foi o primeiro a pôr as mãos na tal máscara de madeira e o que se segue é seu relato:

Hyago Viana, Hocus Pocus – janeiro de 2020:

“Nós estávamos em casa dando continuidade à produção de um enorme pedido do bar Vassoura Quebrada, quando um homem chamou por mim e eu vi da janela que era um senhor de meia idade, com semblante aflito, e carregava um caixote debaixo do braço.”

Jornal: Esse homem, por acaso, se identificou ou disse o motivo de trazer a vocês aquele “presente”?

HV, HP:

“Nada! Ele só falou que precisava entregar pra gente e saiu andando. Eu subi e abri o caixote sem jamais imaginar o poder que aquilo tinha: havia uma máscara lá dentro, no meio de um pouco de palha mofada. O caixote era velho, mas a madeira da máscara parecia novinha, chega brilhava.”

Jornal: Houve alguma desconfiança por parte de vocês de que o artefato poderia ser perigoso?

HV, HP:

“Não deu tempo pensar nisso. Eu peguei a máscara e tudo se iluminou; eu a vi sendo criada, por 9 pessoas, que usaram madeiras distintas e vi o tamanho do poder que aqueles homens e aquelas mulheres encantados tinham. E a máscara me disse seu nome : PAGÚ.”


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Email: hyagovianacontato@gmail.com

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